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Link Lab: grandes empresas pedem ajuda a startups para inovar
sexta-feira, 2. março 2018 - 14:39

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Grandes empresas patrocinadoras do programa de inovação aberta Link Lab, que está com inscrições abertas até o dia 11 de março, fizeram pitches para apresentar às startups quais são suas dores e como soluções tecnológicas podem ajudá-las a suprir demandas de mercado. As apresentações foram realizadas na última quarta-feira (28), durante o evento Link Lab Open Day.
 
“Nenhuma ideia nasce vitoriosa, pensar grande ou pensar pequeno dá o mesmo trabalho”, foi o conceito que Edson Silva, presidente da Nexxera, reforçou aos empreendedores durante o evento. A maior intermediária de transações financeiras e mercantis do país está disponível para investir em startups e somar com soluções tecnológicas aos negócios dos participantes do programa.
 
O diretor geral da Faculdade Cesusc, Flávio Balbinot, busca startups que ajudem a descobrir como inovar na educação. “Cada pessoa tem sua forma de aprender. Buscamos uma solução inovadora para integrar ao ensino”, explica. Já Eduardo Barbosa, da Brognoli, quer aperfeiçoar a experiência dos clientes, para que as imobiliárias não sejam vistas como um “mal necessário”. Para isso, uma das soluções que buscam é voltada à análise de dados, para que tanto a empresa quanto seus clientes consigam tomar a melhor decisão. “Das cinco startups que apoiamos na primeira fase do programa, fizemos negócios com quatro”, frisa Barbosa.
 
Rafael Calado, coordenador de pesquisa, desenvolvimento e inovação na Engie, expôs que a empresa tem como foco a transformação digital e aplicação das tecnologias no varejo. Para isso, busca startups nas áreas de big data, indústria 4.0, internet das coisas, realidade virtual e aumentada, recursos energéticos distribuídos e compartilhados, e jornada do consumidor. Na Flex, segundo o superintendente Leandro Schmitz, a expectativa é por negócios que a ajude a desenvolver bots, big data, analytics e omnicanalidade. A empresa de soluções para relacionamento já trabalha com inteligência artificial e multicanalidade.
 
Giuliano Donini, CEO da Marisol, deixou seu recado em vídeo: o objetivo da empresa é encontrar no Link Lab startups que desenvolvam tecnologias para a indústria têxtil e outras para auxiliar na ativação dos personagens da marca (como a Lilica Ripilica e o Tigor T. Tigre), que estão “ganhando vida” em animações. Vilma Dias, diretora executiva da Qualirede, pretende encontrar soluções tecnológicas que ajudem a empresa de gestão para a área da saúde a estimular as pessoas a terem autocuidado, evitando doenças; além de tecnologias vestíveis, como pulseiras que consigam medir o batimento cardíaco dos pacientes, entre outras.
 
A Teltec quer conectar as startups selecionadas aos seus clientes, além de desenvolver tecnologias em conjunto e apoiá-las na utilização de plataformas de computação de nuvem. “Já estamos desenvolvendo junto às startups do primeiro ciclo do Link Lab soluções de machine learning e internet das coisas”, explica. Sebastião Nau, gerente do departamento de pesquisa e inovação tecnológica da Weg, apresentou as demandas prioritárias da empresa: monitoramento de produtos, para identificar falhas ou melhorá-los; big data e advanced analytics, de forma a aprimorar a análise dos dados já monitorados pela Weg; prospecção tecnológica e inteligência competitiva, para entender o que o mercado está demandando e o que as universidades estão pesquisando.
 
Além dos pitches das companhias, Roberta Kuzolitz, executiva de negócios da startup G4D, participante da primeira edição da iniciativa, subiu ao palco para contar sua experiência no Link Lab. Durante o programa, a empresa percebeu que, apesar de desenvolver muitas soluções, não resolvia a dor dos clientes. “Então fomos ouvir o mercado. Mudamos o nosso negócio, que era focado em visualização de dados, para uma ferramenta de análise aprofundada dessas informações”, explicou. Desta forma, a empresa mudou sua marca para Deeper e definiu como público-alvo negócios em fase de expansão. Com isso, somou à carteira de clientes nomes como Mormaii, Rockfeller e Barbearia VIP. Roberta citou como principais benefícios do Link Lab são relacionamento, aproximação com empresas do mercado e integração com outras startups.
 
Apesar de terem suas próprias ideias de soluções tecnológicas e de como as startups podem ajudá-las, as grandes empresas patrocinadoras do Link Lab aceitam sugestões de outras áreas, não abordadas nos pitches. O programa é uma iniciativa da Associação Catarinense de Tecnologia (ACATE) e tem a Nexxera como patrocinadora cofundadora.

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